A secura vaginal é um assunto que muitas mulheres preferem não comentar, mas que afeta silenciosamente a qualidade de vida, a autoestima e até os relacionamentos. Apesar de ser mais comum na menopausa, ela pode acontecer em qualquer fase da vida, inclusive após o parto, durante a amamentação, em períodos de estresse intenso ou em uso de certos medicamentos.
A sensação de ressecamento é resultado da redução na lubrificação natural, muitas vezes causada pela queda dos níveis de estrogênio. Mas o corpo não é feito apenas de hormônios — fatores emocionais, estresse, ansiedade e até a falta de conexão com o próprio corpo também podem desempenhar um papel importante.
Por que é importante falar sobre isso
O desconforto íntimo não é apenas físico. Secura vaginal pode trazer dor na relação sexual, ardor no dia a dia e até infecções recorrentes. Mais do que um sintoma, é um sinal de que o corpo está pedindo atenção. O silêncio sobre o tema pode gerar afastamento entre o casal e prejudicar a autoconfiança da mulher.
Conversa aberta com o parceiro pode ser um passo essencial. Explicar o que está acontecendo, dividir inseguranças e buscar juntos soluções cria um ambiente de acolhimento e reduz a pressão durante a intimidade.
Profissionais que podem ajudar
O primeiro passo é procurar um ginecologista. Esse é o especialista capaz de investigar as causas, indicar exames e sugerir o tratamento mais adequado. Em alguns casos, também vale buscar apoio de um psicólogo ou terapeuta sexual, especialmente quando o fator emocional tem grande influência.
Possíveis tratamentos
Lubrificantes e hidratantes vaginais: disponíveis em farmácias, são usados para aliviar sintomas de forma imediata ou progressiva.
Terapia de reposição hormonal (TRH): pode ser indicada pelo ginecologista, especialmente na menopausa, para repor estrogênio e restaurar a lubrificação.
Alternativas naturais: mudanças no estilo de vida, prática regular de exercícios físicos, alimentação equilibrada e técnicas de relaxamento podem auxiliar no equilíbrio hormonal.
Tratamentos a laser e radiofrequência: realizados em consultório, estimulam a produção de colágeno e a vascularização local, melhorando a lubrificação.
O papel da alimentação e do autocuidado
Alimentos ricos em ômega 3, fitoestrogênios e antioxidantes podem contribuir para a saúde íntima. O autocuidado também passa por dedicar tempo para si mesma, explorar o próprio corpo e investir em momentos de prazer e relaxamento.
Palavra final
A secura vaginal não precisa ser um tabu nem um obstáculo para a vida sexual ou para o bem-estar. Informação, acompanhamento profissional e cuidado emocional formam o tripé para recuperar o conforto e a autoconfiança. Cuidar da saúde íntima é cuidar de toda a sua saúde — e isso merece atenção em qualquer idade.
Dr. Allan Fagundes Pacheco
Ginecologista e Obstetra
CRM: 6193 | RQE: 4314
Currículo – Dr. Allan Fagundes Pacheco
Médico Ginecologista e Obstetra
– Ex-professor do curso de Medicina da UNESC.
– Ex-coordenador da Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia da UNESC.
– Ex-coordenador do Banco de Leite Humano de Criciúma (2018–2022).
– Ex-coordenador do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (2018–2022).
– Responsável pela Enfermaria Obstétrica de Alto Risco do Hospital Materno Infantil Santa Catarina de Criciúma (2018–2022).
Atualmente:
Médico Ginecologista e Obstetra no Hospital Municipal Coração de Jesus, em Campo Verde – MT, sob a gestão São Lucas.


